História do Maranhão para o TCE/MA

Concurso TCE/MA 2026 — Edital nº 1, de 6 de julho de 2026

História do Maranhão

Mapas mentais, módulos auditados item a item contra o edital e simulado no padrão Cebraspe.

Conteúdo de Conhecimentos Gerais, disciplina História e Geografia do Estado do Maranhão, cobrada para todos os dezesseis cargos.

Mapas mentais

Sete módulos cobrem os catorze itens do edital, com linha do tempo, mapas mentais e simulado no padrão Cebraspe.

Linha do tempo mestre da História do Maranhão, de 1612 a 1985 Marcos: 1612 fundação de São Luís pelos franceses; 1614 Batalha de Guaxenduba; 1615 rendição francesa; 1621 criação do Estado do Maranhão; 1641 a 1644 invasão e expulsão holandesa; 1682 primeira Companhia de Comércio; 1684 Revolta de Bequimão; 1755 Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão; 1823 adesão à Independência; 1838 a 1841 Balaiada; 1889 adesão à República; 1930 Revolução; 1951 Greve; 1965 eleição de José Sarney; anos 1980 Carajás e Alumar. 1612 Forte de São Luís 1614 Guaxenduba 1641–1644 Holandeses 1684 Bequimão 1823 Adesão ao Império 1889 Adesão à República 1951 Greve · Ilha Rebelde 1615 Rendição francesa 1621 Estado do Maranhão 1682 1ª Companhia 1755 Companhia pombalina 1838–1841 Balaiada 1930 Revolução 1965 Sarney governador
Mapa 1 — Linha do tempo mestre. Marcos acima da linha: ocupações estrangeiras e rupturas políticas. Abaixo: arranjos administrativos e econômicos. Cobre os itens 1 a 14 do edital.
Mapa mental das duas ocupações estrangeiras do Maranhão no século XVII Compara a França Equinocial, de 1612 a 1615, com a ocupação da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, de 1641 a 1644, indicando líderes, batalhas e desfechos de cada uma. OCUPAÇÕES ESTRANGEIRAS Maranhão · século XVII FRANÇA EQUINOCIAL (1612–1615) Quem Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière Aliança com os Tupinambás · colonização de povoamento Marco 8 de setembro de 1612 — Forte de São Luís Homenagem a Luís IX e a Luís XIII Batalha Guaxenduba, 19 de novembro de 1614 Jerônimo de Albuquerque e Diogo de Campos Moreno Desfecho Rendição do forte em novembro de 1615 Cerco de Alexandre de Moura · abre caminho para a Amazônia COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS (1641–1644) Quem Almirante Lichthardt e coronel Koin Anderson Esquadra saída do Recife, no Brasil holandês de Nassau Marco 25 de novembro de 1641 — tomada de São Luís Capitulação do governador Bento Maciel Parente Resistência Antônio Muniz Barreiros († 1643) e Teixeira de Melo Emboscadas · Outeiro da Cruz · reforços do Pará Desfecho Expulsão concluída em 1644 Dez anos antes da rendição holandesa em Pernambuco (1654)
Mapa 2 — França Equinocial e invasão holandesa. Itens 1 a 5 do edital. As duas ocupações têm estrutura narrativa idêntica: chegada, batalha decisiva, resistência luso-brasileira, expulsão — o que facilita a memorização e também a confusão em prova.
Mapa mental da Revolta de Bequimão: causas, objetivos e desfecho Quatro causas (estanco da Companhia de 1682, descumprimento do fornecimento de africanos escravizados, preços abusivos e conflito com os jesuítas), três objetivos (fim do estanco, extinção da Companhia e expulsão dos jesuítas), o que a revolta não pretendia (romper com Portugal) e o desfecho repressivo. REVOLTA DE BEQUIMÃO São Luís · 24 de fevereiro de 1684 CAUSAS (item 6.1.1) Estanco: monopólio de 20 anos Companhia de Comércio de 1682 500 africanos/ano prometidos Obrigação nunca cumprida Preços altos e gêneros ruins Baixa remuneração da produção local Choque com a Companhia de Jesus Proteção régia ao indígena OBJETIVOS (item 6.3) Extinguir o estanco Restabelecer o comércio livre Acabar com a Companhia Assalto aos armazéns Expulsar os jesuítas Liberar o apresamento indígena Depor autoridades locais Junta de governo na Câmara O QUE A REVOLTA NÃO ERA Não pretendia separar-se de Portugal. Tomás Beckman foi enviado a Lisboa jurar fidelidade ao rei. DESFECHO Gomes Freire de Andrade retoma São Luís em 1685. Manuel Beckman e Jorge de Sampaio enforcados; Tomás, desterrado. PEGADINHA CLÁSSICA — as duas Companhias (item 6.2) 1682 · Companhia de Comércio do Maranhão (e Grão-Pará) — a que provocou Bequimão; fracassou e foi extinta. 1755 · Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão — pombalina, 71 anos depois; sustentou o ciclo do algodão.
Mapa 3 — Revolta de Bequimão. Itens 6, 6.1, 6.1.1, 6.2 e 6.3. Note a separação deliberada entre causas e objetivos: o edital cobra os dois em subitens distintos, e as bancas exploram a diferença.
Mapa mental da adesão do Maranhão à Independência do Brasil Causas da não adesão em 1822, a Batalha do Jenipapo em 13 de março de 1823, o cerco de Caxias, a atuação de Lord Cochrane e a adesão de São Luís em 28 de julho de 1823. POR QUE O MARANHÃO NÃO ADERIU EM 7 DE SETEMBRO DE 1822 Economia Algodão exportado direto para a Europa, sem passar pelo Rio de Janeiro. Geografia Ventos e correntes tornavam Lisboa mais próxima que Salvador ou o Rio. Política Junta fiel às Cortes de Lisboa; guarnição sob João José da Cunha Fidié. 13/03/1823 Batalha do Jenipapo Campo Maior, Piauí Derrota tática brasileira Efeito estratégico Fidié perde munição e mantimentos; recua para Caxias, no Maranhão. Cerco de Caxias Forças do Ceará, Piauí e Maranhão. Rendição em 31/07/1823 28/07/1823 São Luís adere ao Império do Brasil. Blefe naval de Cochrane DETALHE QUE A BANCA EXPLORA A capital caiu antes do interior no calendário: São Luís aderiu em 28 de julho; Caxias só se rendeu em 31 de julho. O Jenipapo foi derrota tática e vitória estratégica — proposições que negam essa dupla natureza costumam estar erradas.
Mapa 4 — Independência e adesão do Maranhão. Itens 7, 8 e 9. A cadeia causal é o que a banca cobra: interesse econômico da elite → resistência armada → Jenipapo → desgaste de Fidié → Caxias e São Luís.
Mapa mental da Balaiada, de 1838 a 1841 Causas econômicas, sociais e políticas; o estopim de 13 de dezembro de 1838; as três lideranças principais — Raimundo Gomes, Manuel Balaio e Cosme Bento das Chagas; e o desfecho repressivo sob Luís Alves de Lima e Silva. BALAIADA Maranhão, Piauí e Ceará · 1838–1841 CAUSAS Crise do algodão maranhense Concorrência do sul dos EUA Recrutamento militar forçado Lei dos prefeitos e juízes de paz Escravidão e miséria rural Vaqueiros, agregados, quilombolas Disputa Bem-te-vis × Cabanos Elites que perderam o controle ESTOPIM · 13/12/1838 Raimundo Gomes invade a cadeia da Vila da Manga do Iguará. LIDERANÇAS Raimundo Gomes, o Cara Preta Vaqueiro · ligado aos Bem-te-vis Manuel F. dos Anjos Ferreira O Balaio · dá nome ao movimento Cosme Bento das Chagas Negro Cosme · quilombo Lagoa Amarela Sem projeto separatista Vivas à Constituição e a D. Pedro II DESFECHO Coronel Luís Alves de Lima e Silva combina repressão militar com anistia aos que se rendessem — o que fraciona os balaios. Balaio morre em consequência de ferimento (1839); Raimundo Gomes se rende; Cosme Bento das Chagas é enforcado em 1842. Lima e Silva recebe o título de Barão de Caxias. A anistia foi condicionada à rendição — não foi ampla, geral e irrestrita.
Mapa 5 — Balaiada. Item 10. O eixo de leitura é a passagem de disputa entre elites para insurreição popular autônoma, e a reversão dessa autonomia pela repressão combinada com anistia condicionada.
Mapa mental do Maranhão republicano, de 1889 à segunda metade do século XX Quatro estações: adesão burocrática à República em 18 de novembro de 1889; Revolução de 1930 e interventoria de Paulo Ramos; Vitorinismo e a Greve de 1951; e o ciclo iniciado em 1965 com José Sarney e os grandes projetos de exportação. 1889 · REPÚBLICA Adesão em 18 de novembro, três dias após o Rio. Junta governativa presidida por João Luís Tavares. Cerimônia no Palácio do Governo, sem povo. Distúrbios de libertos contra a República, por temor de recativeiro. Depois: coronelismo, Benedito Leite, Política dos Governadores. 1930 · REVOLUÇÃO Queda do governador José Pires Sexto. Resistência mínima, como no restante do Nordeste. Ciclo das interventorias. Paulo Ramos Governador eleito pela Assembleia em 1936; interventor de 1937 a 1945. Modernização autoritária de São Luís no Estado Novo. 1945–1965 · VITORINISMO Vitorino Freire, senador, nascido em Pernambuco. Clientelismo, fraude e violência contra a oposição. Greve de 1951 Eleição de 1950 anulada em parte; Saturnino Bello morre; Eugênio Barros toma posse. São Luís paralisa e ganha o epíteto de Ilha Rebelde. A posse não foi impedida. 1965 → SÉCULO XX José Sarney eleito governador com apoio de Castelo Branco. Fim da hegemonia vitorinista. Grandes projetos Projeto Grande Carajás Estrada de Ferro Carajás Porto do Itaqui · Alumar Contrapartida: conflito fundiário, êxodo rural e periferização da capital. Fio condutor: em 1822, em 1889 e em 1930 o Maranhão muda de regime por acomodação da elite, não por ruptura popular.
Mapa 6 — Do 18 de novembro de 1889 aos grandes projetos. Itens 11 a 14. As quatro colunas correspondem, uma a uma, aos quatro últimos itens do edital.

Como usar

Cada mapa é autossuficiente para revisão de véspera. Na primeira leitura, percorra também os módulos da aba História do Maranhão.