Geografia do Maranhão para o concurso TCE/MA
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Concurso TCE/MA 2026 — Conhecimentos Gerais
Geografia do Maranhão
Oito módulos cobrindo localização e divisão regional, geomorfologia, clima, hidrografia, biomas e unidades de conservação, população e economia, com simulado no padrão Cebraspe.
Mapas mentais
Oito mapas sintetizam os pontos centrais de cada módulo e as principais armadilhas de prova.
Localização, limites e divisão regional
Geomorfologia, geologia e solos
Clima
Hidrografia
Vegetação, biomas e conservação
Geografia da população
Economia I — setor primário e extrativismo
Economia II — indústria, serviços e logística
Módulos
Cada módulo traz texto explicativo, dados-chave e a seção “Como cai em prova”.
1. Localização, Limites e Divisão Regional
O Maranhão integra a Região Nordeste e funciona como zona de transição — ecotonal e geopolítica — entre a umidade amazônica, a norte e a oeste, e a semiaridez do Sertão, a leste e ao sul. Tem 329.651,463 km² , cerca de 3,9% do território nacional: é o oitavo maior estado do Brasil e o segundo maior do Nordeste, atrás apenas da Bahia.
O estado situa-se integralmente ao sul da Linha do Equador, que não corta seu território.
Limites
- Norte — Oceano Atlântico, com litoral de aproximadamente 640 km , apontado como o segundo mais extenso do país.
- Leste — Piauí, divisa desenhada pelo rio Parnaíba.
- Sul e sudoeste — Tocantins, pelo rio Tocantins e pelas elevações da Chapada das Mangabeiras.
- Oeste — Pará, pelo rio Gurupi.
Essa quase circunscrição por águas doces e salgadas sustenta a designação consagrada de quase ilha flúvio-marinha, já que as conexões estritamente terrestres com os vizinhos são reduzidas.
Pontos extremos
| Extremo | Município | Referência geográfica |
|---|---|---|
| Norte | Carutapera | Foz do rio Gurupi; a designação do ponto varia entre fontes |
| Sul | Alto Parnaíba | Chapada das Mangabeiras, na divisa com o Tocantins |
| Leste | Araioses | Convexidade mais oriental do rio Parnaíba |
| Oeste | São Pedro da Água Branca | Confluência dos rios Tocantins e Araguaia |
Divisão regional
O Maranhão é composto por 217 municípios. Na divisão do IBGE vigente entre 1989 e 2017, distribuíam-se em 5 mesorregiões e 21 microrregiões. Desde a revisão de 2017, que extinguiu essas categorias, a divisão oficial é de 5 regiões geográficas intermediárias e 22 regiões geográficas imediatas.
Há ainda inversão metodológica: na divisão antiga construíam-se primeiro as mesorregiões, depois fragmentadas em microrregiões; na de 2017 constroem-se primeiro as imediatas, que por aglutinação formam as intermediárias.
Amazônia Legal
Recorte legal, não biogeográfico. A parcela maranhense corresponde à porção do estado situada a oeste do meridiano 44º. Confundir bioma Amazônia com Amazônia Legal é fonte recorrente de erro: o critério legal é uma linha no mapa, o bioma é uma delimitação ecológica, e os dois não coincidem.
217 municípios · 329.651,463 km² · 8º maior do Brasil e 2º do Nordeste · 5 regiões intermediárias e 22 imediatas
Como cai em prova
- Troca do estado limítrofe e do rio divisor: os pares Gurupi–Pará e Parnaíba–Piauí são invertidos com frequência.
- Afirmar que o Equador corta o estado. Errado.
- Cobrar a divisão regional pela nomenclatura antiga como se fosse a vigente.
- Confundir bioma Amazônia com Amazônia Legal.
- Extremo oeste: São Pedro da Água Branca, na confluência dos rios Tocantins e Araguaia.
2. Geomorfologia, Geologia e Solos
O território é tectonicamente estável. A maior parte assenta-se sobre a Bacia Sedimentar do Parnaíba, também chamada Bacia do Meio-Norte, recoberta por sedimentos paleozoicos e mesozoicos. A oeste e noroeste afloram terrenos do embasamento cristalino pré-cambriano, do Cráton São Luís e do Cinturão Gurupi.
O relevo é predominantemente plano e de baixa altitude: mais de três quartos do território estão abaixo da cota de 200 metros. O arcabouço divide-se em três compartimentos.
1. Planície Litorânea
Faixa norte, de amplitude altimétrica quase nula, subdividida em três trechos. No Litoral Ocidental, rias e superfícies aluviais largas, com a maré enchente penetrando dezenas de quilômetros pelos vales do Gurupi e do Turiaçu, sustentando manguezais extensos. No Golfão Maranhense, área de subsidência tectônica e regime macromareal — uma das maiores amplitudes de maré do país —, o que produz canais profundos e favorece o desassoreamento natural, condição da instalação do complexo portuário na Ilha de Upaon-Açu. No Litoral Oriental, costas de acumulação, dunas móveis e fixas, restingas, lagoas interdunares dos Lençóis Maranhenses e a planície deltaica do Parnaíba.
2. Baixada Maranhense
No entorno e a oeste do Golfão. Relevo plano a levemente colinoso, com depressões submetidas a inundação sazonal. Retém as águas do Mearim, do Pindaré e do Pericumã, formando mosaico de campos alagados de alta produtividade biológica, base da pesca e da pastagem nativa.
3. Planaltos do Centro-Sul
Elevações entre 200 e 800 metros, com estruturas tabulares, frentes de cuesta e morros testemunhos. Subdivide-se em Pediplano Central — serras de Cinta, Alpercatas e Itapecuru —, Planalto Oriental e Depressão do Balsas. As chapadas são divisores de águas e, por serem planas e mecanizáveis, tornaram-se a zona preferencial de avanço da fronteira agrícola.
Solos e recursos minerais
Latossolos profundos, bem drenados e ácidos nos planaltos do sul, aptos ao agronegócio após correção química; Argissolos nos vales do médio Mearim e Itapecuru; Plintossolos sujeitos a hidromorfia na Baixada; perfis lateríticos ricos em ferro e alumínio na transição oeste.
Quanto a minerais, o ponto decisivo é que o Maranhão é sobretudo corredor logístico do minério de ferro de Carajás — que é paraense, não maranhense. Recursos endógenos relevantes: gipsita, no polo gesseiro de Grajaú; ouro, no Cinturão Gurupi; calcário, corretivo dos solos ácidos do Cerrado sulista; e agregados para construção civil.
Mais de 75% do território abaixo de 200 m · três compartimentos: Planície Litorânea, Baixada Maranhense e Planaltos do Centro-Sul
Como cai em prova
- Atribuir ao Maranhão a produção do minério de Carajás. O estado o exporta; a lavra é paraense. Erro clássico.
- Afirmar que o Golfão tem baixa amplitude de maré — inverte a característica que explica o porto.
- Confundir a Baixada Maranhense, depressão inundável do centro-norte, com a Depressão do Balsas, ao sul.
- Cobrar predomínio de altitudes elevadas. Errado: o relevo é majoritariamente baixo.
3. Clima
O clima é regido pela baixa latitude — território integralmente intertropical — e pela condição de área ecótona entre as dinâmicas amazônica e nordestina. As temperaturas médias anuais são elevadas e pouco variáveis, entre aproximadamente 25 °C e 27 °C, com médias mensais acima de 27 °C na porção norte.
O fator de diferenciação espacial é a pluviosidade, não a temperatura. Predominam duas tipologias.
Equatorial úmido / tropical de monção (Am)
Extremo oeste e noroeste, na fronteira com o Pará e em porções da Baixada. Influência direta da Massa Equatorial Continental, nebulosidade elevada e totais que superam 2.000 mm anuais. Estação seca branda e curta, o que sustenta as formações florestais amazônicas perenifólias.
Tropical de savana (Aw/As)
Maior parte do território: centro, leste e sul. Bipolaridade sazonal marcada, com período chuvoso de aproximadamente dezembro a maio e estiagem rigorosa de junho a novembro. Pluviosidade entre 1.000 mm e 1.500 mm anuais. No extremo leste e sul a seca é mais acentuada, impondo estresse hídrico ao Cerrado e condicionando o calendário do agronegócio.
Essa gradação explica a coexistência, no mesmo estado, de áreas sujeitas a enchentes prolongadas e de municípios que enfrentam secas severas.
A pegadinha assinatura do Cebraspe
Atribuir ao clima semiárido a formação das dunas dos Lençóis Maranhenses. Sempre errado. As dunas resultam de suprimento de areia e ação eólica, e é justamente o regime pluviométrico abundante e sazonal que forma as lagoas interdunares — a marca registrada do parque. Sem chuva farta não haveria lagoa. O Maranhão é dominado por climas úmidos.
Médias entre 25 °C e 27 °C · de mais de 2.000 mm no noroeste a 1.000–1.500 mm no centro-leste-sul
Como cai em prova
- A pegadinha das dunas e do semiárido, acima.
- Afirmar que a variação térmica é o fator de diferenciação climática. É a pluviosidade.
- Inverter os períodos: chove de dezembro a maio e seca de junho a novembro.
4. Hidrografia
A rede hidrográfica escoa predominantemente de sul para norte, condicionada pela inclinação do relevo em direção ao Atlântico. A classificação administrativa separa bacias de domínio federal — rios que envolvem mais de uma unidade federativa — das de domínio estadual, genuinamente maranhenses. Essa distinção é a mais cobrada de todo o módulo.
Bacias limítrofes, de domínio federal
| Bacia | Fronteira | Notas |
|---|---|---|
| Parnaíba | Leste, com o Piauí | Nasce na Chapada das Mangabeiras. Principal afluente maranhense: rio Balsas, vital ao agronegócio do sul. Desagua no Delta do Parnaíba, único delta em mar aberto das Américas |
| Tocantins-Araguaia | Sudoeste, com o Tocantins | Alta vazão; drena a Depressão do Balsas; sustenta a UHE Estreito e os ecossistemas da Chapada das Mesas |
| Gurupi | Noroeste, com o Pará | Nasce na Serra do Tiracambu; leito frequentemente encachoeirado; atravessa florestas amazônicas densas |
Bacias genuinamente maranhenses, de domínio estadual
Mearim. A mais extensa bacia genuinamente maranhense. Nasce na Serra da Menina; afluentes principais: Pindaré e Grajaú. Integra as planícies de inundação da Baixada. No estuário ocorre o macaréu conhecido como pororoca.
Itapecuru. A de maior importância demográfica. Nasce no complexo serrano de Croeira e Alpercatas e deságua na Baía de São José. Regime torrencial, agravado pela degradação das matas ciliares. Abriga o Sistema Italuís, responsável por parcela majoritária do abastecimento da Região Metropolitana de São Luís. Sofre assoreamento acelerado.
Munim. Extremo leste. Nasce nos tabuleiros da Formação Barreiras e deságua na Baía de São José. Impactado pelo desmatamento para produção de carvão vegetal.
Turiaçu. Nasce no divisor de águas da Serra do Tiracambu, corre em domínio amazônico e deságua nas Reentrâncias Maranhenses.
Pericumã. Menor em extensão, mas de grande importância social para a Baixada — via de transporte, área pesqueira e sustento de comunidades tradicionais em municípios como Pinheiro e Bequimão.
Outras: Maracaçumé, a noroeste, Preguiças, que banha Barreirinhas e os Lençóis, e Periá.
Três bacias limítrofes federais: Parnaíba, Tocantins-Araguaia e Gurupi · cinco genuinamente maranhenses de destaque: Mearim, Itapecuru, Munim, Turiaçu e Pericumã
Como cai em prova
- Distinguir domínio federal de estadual é exigência clássica. Classificar o Mearim ou o Itapecuru como federal, ou o Gurupi como genuinamente maranhense, é erro.
- Trocar o estado que cada rio limítrofe separa. Memorize o trio: Parnaíba–Piauí, Gurupi–Pará, Tocantins–Tocantins.
- O rio de maior importância demográfica é o Itapecuru; a bacia genuinamente maranhense de maior extensão é a do Mearim. A troca entre os dois superlativos é armadilha frequente.
- O Delta do Parnaíba como único delta em mar aberto das Américas.
5. Vegetação, Biomas e Unidades de Conservação
Biomas
Na delimitação do IBGE, o território maranhense é compartilhado por Cerrado e Amazônia, sendo o Cerrado o bioma de maior extensão no estado.
A controvérsia da Caatinga — armadilha dupla
O Mapa de Biomas do Brasil de 2004 reconhecia três biomas em território maranhense: Cerrado, Amazônia e uma faixa residual de Caatinga a leste, com cerca de 1,1%. Nessa delimitação, o Maranhão figurava entre as unidades federativas com três biomas.
O Mapa de Biomas e Sistema Costeiro-Marinho de 2019, na escala 1:250.000, revisou os limites. Na divulgação, o IBGE listou como unidades com três biomas apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais — o Maranhão não consta.
Consequência prática: uma assertiva que negue Caatinga no Maranhão é defensável pela delimitação vigente; uma que a afirme é defensável pela bibliografia clássica, ainda em ampla circulação. O candidato precisa conhecer as duas versões e a razão da divergência.
Formações vegetais
Floresta Amazônica. Porção noroeste, ao longo das bacias do Gurupi, Turiaçu e Pindaré. Floresta Ombrófila Densa e Aberta, dossel alto, umidade elevada, presença expressiva de epífitas. Sofre degradação histórica por indústria madeireira, expansão de pastagens e assentamentos ao longo de rodovias como a BR-222.
Cerrado. Formação dominante ao sul, no centro e a leste. Adaptado a longos períodos de estresse hídrico e a solos intemperizados, com alta saturação de alumínio. Vegetação arbórea de troncos tortuosos, cascas suberosas e denso estrato gramíneo-lenhoso. É a frente ativa do agronegócio, onde a supressão vegetal para soja e milho eleva as taxas de queimadas.
Mata dos Cocais. A marca fitogeográfica mais singular do estado — e não é um bioma na classificação do IBGE. É zona de transição, ecótono entre floresta úmida amazônica, cerrado e caatinga. Trata-se de floresta oligárquica, dominada por poucas espécies hiperdominantes de palmáceas:
- Babaçu (Attalea speciosa): palmeira pioneira e resiliente, que se expande em áreas desmatadas ou perturbadas, formando povoamentos densos. Concentra-se nas bacias do Mearim e do Itapecuru. Base socioeconômica de centenas de milhares de agroextrativistas.
- Carnaúba (Copernicia prunifera): restrita aos vales inundáveis do extremo leste e nordeste. As folhas produzem cera de alto valor industrial.
Vegetação litorânea e secundária. Manguezais nas planícies fluviomarinhas do Litoral Ocidental, berçários da vida oceânica; e extensas capoeiras nas regiões de ocupação mais antiga.
Áreas de Proteção Ambiental — uso sustentável
| APA | Localização e função |
|---|---|
| Reentrâncias Maranhenses | Litoral ocidental, de Alcântara à foz do Gurupi. Manguezais contínuos e estuários; sítio de importância internacional para aves migratórias |
| Baixada Maranhense | Entorno do Golfão, em Viana e São Bento. Planícies alagadiças, lagoas interligadas e campos de inundação; base da pecuária bubalina |
| Upaon-Açu / Miritiba / Alto Preguiças | Litoral oriental e Golfão, inclui a Ilha de São Luís. Contém a expansão urbano-industrial sobre mananciais e remanescentes florestais |
| Delta do Parnaíba | Divisa leste com o Piauí. Único delta em mar aberto das Américas |
| Foz do Rio Preguiças | Litoral oriental, os Pequenos Lençóis. Zona de amortecimento dos Grandes Lençóis |
Também as APAs do Maracanã, do Itapiracó e dos Morros Garapenses.
Parques — proteção integral
- Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro: maior campo de dunas do Brasil, com lagoas interdunares formadas pela combinação de substrato arenoso e elevado índice pluviométrico sazonal. Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, como patrimônio natural, em 26 de julho de 2024, na 46ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Nova Délhi.
- Parque Nacional da Chapada das Mesas, em Carolina, Riachão e Estreito: Cerrado, chapadões esculpidos, cânions e cachoeiras; recarga dos aquíferos das bacias do Tocantins e do Parnaíba.
- Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, no extremo sul: área de recarga formadora do Parnaíba, na Chapada das Mangabeiras.
- Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís: recifes de coral ao largo da costa, entre os bancos recifais mais importantes do Atlântico Sul; abriga patrimônio arqueológico subaquático.
- Parque Estadual do Mirador: protege as nascentes do Itapecuru no Cerrado; maior unidade estadual de proteção integral. Em São Luís, os parques estaduais do Sítio do Rangedor e do Bacanga são áreas verdes urbanas.
Questão ambiental estrutural: o Cerrado maranhense detém a menor proporção de território sob proteção integral rigorosa, o que transfere às APAs papel central de amortecimento — justamente na frente ativa de expansão agrícola.
Cerrado ≈64% · Amazônia ≈35% · Mata dos Cocais é ecótono, não bioma · Lençóis: Patrimônio Mundial Natural desde 26/07/2024
Como cai em prova
- Tratar a Mata dos Cocais como bioma. É formação vegetal de transição. Promover formação a bioma é o erro.
- Inverter a proporção entre Cerrado e Amazônia. O Cerrado é o maior; a Amazônia é cerca de um terço.
- Confundir categorias do SNUC: APA é uso sustentável; Parque é proteção integral.
- O babaçu como espécie pioneira que avança sobre áreas antropizadas, e não como remanescente de floresta primária.
- A data e a categoria do título da UNESCO — natural, não cultural, e 2024 — como atualidade.
6. Geografia da População
O Censo 2022 registrou 6.776.699 habitantes, o que mantém o Maranhão como a 12ª unidade federativa mais populosa, com cerca de 3,3% da população brasileira. A estimativa do IBGE para 2025 é de 7.018.211 habitantes.
A densidade demográfica é de 20,56 hab/km² — estado relativamente pouco povoado na média, mas com forte concentração no Golfão Maranhense e ao longo das calhas do Mearim e do Itapecuru.
Povoamento. Três matrizes históricas: a colonização luso-francesa no litoral; a lavoura escravista de algodão e arroz nos vales fluviais, nos séculos XVIII e XIX; e a migração recente, de nordestinos e sulistas, em direção ao sul do agronegócio e ao eixo ferroviário da mineração.
Urbanização: 70,93% da população residia em áreas urbanas em 2022, contra 29,07% em áreas rurais. O êxodo rural das últimas décadas foi impulsionado pela mecanização do campo, pela tensão fundiária e pela insuficiência da agricultura de subsistência.
Rede urbana macrocefálica. São Luís concentra mais de um milhão de habitantes , seguida de Imperatriz — polo econômico do sudoeste, cuja área de influência extravasa para o sul do Pará e o norte do Tocantins —, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, na conurbação metropolitana, além de Timon, Caxias, Codó, Açailândia e Balsas.
| Categoria | Percentual |
|---|---|
| Parda | 66,4% |
| Branca | 20,1% |
| Preta | 12,6% |
| Indígena | ≈ 0,8% |
O Maranhão registrou uma das maiores proporções de população indígena residindo em áreas rurais do país — 79,54% em 2022, atrás apenas de Mato Grosso.
Vulnerabilidade social. O IDH estadual é de 0,676, referente a 2021 — a última posição entre as unidades federativas.
6.776.699 habitantes no Censo 2022 · 12ª UF mais populosa · densidade 20,56 hab/km² · urbanização 70,93% · IDH 0,676, o menor do país
Como cai em prova
- Colocar o Maranhão entre os estados mais populosos do país. É o 12º — populoso, mas fora do primeiro escalão.
- Afirmar predomínio de população rural. O estado é majoritariamente urbano.
- Tratar a densidade como elevada. É baixa na média, com concentração pontual severa — a distinção entre média e distribuição é o que a banca testa.
- Cobrar a composição por cor ou raça: a maioria é parda.
- Associar êxodo rural, modernização agrícola e tensão fundiária.
7. Economia I — Setor Primário e Extrativismo
A partir dos anos 1990, o setor primário maranhense cindiu-se: de um lado, a agricultura familiar e tradicional; de outro, a integração ao agronegócio globalizado pela incorporação do estado ao MATOPIBA — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, que converteu os chapadões do Cerrado em área exportadora.
Lavoura de grãos
| Cultura | Contexto |
|---|---|
| Soja | Carro-chefe da balança agrícola. Larga escala e alta mecanização; concentra-se no sul — Balsas, Tasso Fragoso, Alto Parnaíba — e avança para o leste. Beneficiada pela topografia plana e pela proximidade do Porto do Itaqui e da Ferrovia Norte-Sul |
| Milho | Segunda cultura estadual. Impulsionada como safrinha e como cultura principal; destina-se a ração animal e, crescentemente, à exportação |
| Algodão | Intensiva em capital e tecnologia; área menor que a da soja, com elevada rentabilidade no polo sul |
| Sorgo | Em expansão no Cerrado; rusticidade e resistência ao déficit hídrico substituem o milho de segunda safra onde as chuvas cessam cedo |
| Agricultura familiar | Arroz em casca, feijão, milho crioulo e sobretudo mandioca, de grande importância alimentar e cultural. Perde área progressivamente para as commodities |
Pecuária
O rebanho bovino ultrapassou 10 milhões de cabeças em 2023, com crescimento de 7,4% sobre 2022 e aumento registrado em 162 municípios, o que o coloca como o segundo maior rebanho do Nordeste. O município de Açailândia lidera o ranking estadual e nordestino, com 434,7 mil cabeças.
Predomina a bovinocultura de corte, com forte presença da raça Nelore, concentrada na região tocantina e na fronteira oeste — dinâmica de conversão de florestas em pastagens iniciada nos anos 1970 e 1980 e hoje consolidada na indústria frigorífica exportadora. Na Baixada Maranhense, a pecuária bubalina tem papel singular: o búfalo apresenta adaptação natural às planícies e gramíneas periodicamente alagadas.
Extrativismo vegetal e a Lei do Babaçu Livre
O extrativismo vegetal estrutura-se nas palmáceas. A extração de folhas de jaborandi, fonte de pilocarpina para a indústria farmacêutica, e de cera de carnaúba gera recursos regionais, mas é o babaçu que define a realidade agrária central do estado.
Os babaçuais, tradicionalmente de uso comum, sofreram cercamento privado por pecuaristas e agroindústrias, que impediam o acesso camponês. O conflito forjou o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, liderado por mulheres rurais, e resultou na Lei do Babaçu Livre.
Ponto de alta cobrança
O pioneirismo legislativo foi municipal, não federal. A primeira lei foi aprovada no município de Lago do Junco, em 1997, irradiando-se depois para outros municípios e para a esfera estadual.
Conteúdo típico dessas normas: proibição de derrubada e queimada da palmeira; garantia de livre acesso das quebradeiras aos babaçuais, inclusive em propriedades privadas, com vedação da cobrança da quebra de meia; e veto ao uso de agrotóxicos e cercas eletrificadas na área de incidência das palmeiras. Da quebra do coco resultam óleo da amêndoa, farinha de mesocarpo, carvão da casca e artesanato.
Extrativismo animal. Pesca artesanal marítima e estuarina nas Reentrâncias e no Golfão, focada em caranguejo-uçá, camarão e pescadas, ameaçada pela poluição industrial e pela supressão de mangues. Mineral. Garimpo artesanal e semimecanizado no Cinturão Gurupi e em bacias auríferas do noroeste, frequentemente irregular, com assoreamento e contaminação por metais pesados.
Rebanho bovino acima de 10 milhões de cabeças em 2023, o 2º do Nordeste · Açailândia lidera com 434,7 mil · Lei do Babaçu Livre nasce em Lago do Junco, 1997, por iniciativa municipal
Como cai em prova
- Atribuir origem federal à Lei do Babaçu Livre. O pioneirismo é municipal.
- Localizar o polo da soja no norte ou na Baixada. Está nos chapadões do sul.
- Descrever o babaçu como espécie de floresta primária preservada. É pioneiro.
- Trocar bovina por bubalina. A bubalina é a especializada na Baixada alagável.
- Cobrar a composição da sigla MATOPIBA.
8. Economia II — Indústria, Serviços e Logística
O Maranhão responde por 1,4% do PIB nacional e figura como a 15ª economia do país, conforme as Contas Regionais de 2022, sendo a quarta do Nordeste, atrás de Bahia, Pernambuco e Ceará. Simultaneamente, detém o menor PIB per capita entre as 27 unidades da federação — R$ 22.020,63 em 2023, contra média nacional de R$ 53.886,67.
Esse par de dados é o resumo estrutural da economia maranhense: crescimento agregado expressivo e riqueza per capita mínima. Entre 2002 e 2023, o PIB estadual acumulou crescimento de 102,8%, acima da média nacional no período.
Indústrias de base
Concentradas no complexo industrial de São Luís. A ALUMAR, Consórcio de Alumínio do Maranhão, sob Alcoa e South32, faz refino de alumina e redução de alumínio, processando bauxita oriunda do Pará, com alta demanda eletrointensiva. A Vale mantém infraestrutura pelotizadora e portuária que processa frações do minério de ferro de Carajás antes do embarque marítimo.
Transformação e energia
O Complexo Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes, explora gás natural não associado da Bacia do Parnaíba e o converte em eletricidade no local, no modelo reservoir-to-wire, injetando capacidade no Sistema Interligado Nacional.
A indústria agroalimentar compreende esmagamento de soja, abate de proteína animal, com frigoríficos em Açailândia e Imperatriz, e produção de celulose no eixo da Ferrovia Norte-Sul.
Serviços e turismo
São Luís concentra os serviços de alta complexidade — médica, financeira e administrativa. Imperatriz exerce a função de capital econômica do interior, polo atacadista cuja área de influência alcança o sul do Pará e o norte do Tocantins. O varejo popular tem forte dependência da liquidez de benefícios previdenciários e assistenciais. A inserção na Rota das Emoções combina turismo histórico-cultural, em São Luís e Alcântara, com ecoturismo nos Lençóis, no Delta do Parnaíba e na Chapada das Mesas.
Logística
A posição do Maranhão — mais próxima dos mercados do Atlântico Norte do que os portos do Sudeste — eleva sua logística a interesse nacional, no chamado Corredor Arco Norte.
Na malha rodoviária, BR-135, de acesso à capital, BR-222, transversal leste-oeste, e BR-316/230, todas sofrendo com subdimensionamento e com as intempéries do primeiro semestre. Na ferroviária, onde reside a excelência logística do estado, a Estrada de Ferro Carajás transporta minério de Parauapebas até os portos de São Luís e mantém, de forma incomum no país, transporte regular de passageiros; a Ferrovia Norte-Sul e a Transnordestina integram os cerrados produtores de grãos e celulose ao Porto do Itaqui.
| Porto | Natureza | Função |
|---|---|---|
| Terminal Marítimo de Ponta da Madeira | Privado, operado pela Vale | Campeão brasileiro em movimentação de carga sólida; recebe supercargueiros |
| Porto do Itaqui | Público, gerido pelo governo estadual via EMAP | Exportação de soja e milho do MATOPIBA pelo terminal TEGRAM; importação de derivados de petróleo e fertilizantes |
| Porto da Alumar | Privado | Dedicado à cadeia do alumínio |
Nos aeroportos, o Internacional de São Luís — Marechal Cunha Machado — e o de Imperatriz são as principais portas de entrada convencionais. O aeroporto de Barreirinhas atende o acesso aos Lençóis Maranhenses.
15ª economia do país · 1,4% do PIB nacional · menor PIB per capita entre as 27 UFs, R$ 22.020,63 em 2023
Como cai em prova
- O contraste é o próprio item: crescimento agregado acima da média nacional convivendo com o pior PIB per capita do país. Assertivas que apresentam só um dos lados tendem a ser erradas.
- Confundir a natureza dos portos: Ponta da Madeira é privado, da Vale; Itaqui é público, da EMAP.
- Atribuir ao Maranhão a extração do minério de ferro. É corredor de escoamento.
- Localizar a bauxita da ALUMAR no Maranhão. Vem do Pará.
- Cobrar a EFC pelo transporte de passageiros — particularidade real, frequentemente tida por falsa.
Tendências de prova
| Banca | Formato típico | Ênfase temática | Padrão de armadilha |
|---|---|---|---|
| Cebraspe | Certo/Errado; também múltipla escolha de cinco opções, conforme o edital | Fitogeografia e biomas; dinâmica climática; relevo; questões socioambientais | Generalização indevida e troca sutil de sujeito ou condição. A pegadinha assinatura é atribuir clima semiárido ao Maranhão para explicar as dunas dos Lençóis |
| FCC | Múltipla escolha | Hidrografia, com a distinção entre domínio federal e estadual; divisão regional; dados demográficos | Exigência de classificação precisa: qual rio é limítrofe, qual é genuinamente maranhense, qual estado cada um separa |
| Bancas locais e municipais | Múltipla escolha | Pontos extremos, superfície, número de municípios, capitais regionais | Reprodução de dados desatualizados de apostilas antigas: extremo oeste em Imperatriz, percentuais de bioma anteriores a 2019 |
Formato dos itens objetivos no TCE/MA 2026
O edital prevê Conhecimentos Gerais (P1) com 40 questões. Conforme o subitem 8.2 do Edital nº 1 – TCE/MA, as questões das provas objetivas são do tipo múltipla escolha, com cinco opções, e uma única resposta correta. O simulado desta página está em Certo/Errado, por paridade com o módulo de História e por ser o formato que melhor treina a detecção de erro pontual — mas o candidato deve saber que, na prova, encontrará cinco alternativas.
Os cinco erros mais previsíveis
- Clima semiárido explicando os Lençóis. Sempre errado. É a chuva sazonal abundante que forma as lagoas interdunares.
- Mata dos Cocais como bioma. É ecótono, formação de transição, não bioma na classificação do IBGE.
- APA como proteção integral. APA é uso sustentável; Parque é proteção integral.
- Ponta da Madeira como porto público. É privado, da Vale. O público é o Itaqui, da EMAP.
- Minério de ferro como produção maranhense. A lavra é paraense; o Maranhão é corredor de escoamento.
Simulado — 20 itens
Julgamento de Certo ou Errado, com comentário que explica em vez de apenas confirmar. Distribuição de nível: 6 básicos, 9 intermediários e 5 avançados. Gabaritos: 8 CERTO e 12 ERRADO.
Item 1 · Localização e Limites · básico
O Maranhão é o segundo maior estado da Região Nordeste em extensão territorial, superado apenas pela Bahia, e ocupa a oitava posição entre as unidades federativas brasileiras.
Item 2 · Pontos Extremos · intermediário
O extremo oeste do território maranhense situa-se no município de Imperatriz, na confluência dos rios Tocantins e Araguaia.
Item 3 · Divisão Regional · avançado
Desde a revisão da divisão regional promovida pelo IBGE em 2017, o território maranhense está organizado em cinco mesorregiões e vinte e uma microrregiões.
Item 4 · Amazônia Legal · intermediário
A parcela maranhense da Amazônia Legal é definida por critério legal, correspondendo à porção do estado situada a oeste do meridiano 44º, e não coincide com os limites do bioma Amazônia no território estadual.
Item 5 · Geomorfologia · básico
Mais de três quartos do território maranhense situam-se abaixo da cota de 200 metros, e a maior parte do estado assenta-se sobre a Bacia Sedimentar do Parnaíba.
Item 6 · Geomorfologia Litorânea · intermediário
O Golfão Maranhense caracteriza-se por baixa amplitude de maré, condição que explica o intenso assoreamento dos canais de acesso ao complexo portuário da Ilha de Upaon-Açu.
Item 7 · Clima · intermediário
A formação do campo de dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses decorre da atuação do clima semiárido sobre o litoral oriental do estado.
Item 8 · Clima · básico
A Linha do Equador atravessa a porção setentrional do território maranhense.
Item 9 · Hidrografia · básico
Os rios Mearim, Itapecuru e Munim integram bacias genuinamente maranhenses, isto é, que nascem e deságuam dentro do território estadual.
Item 10 · Hidrografia · intermediário
O rio Gurupi estabelece o limite entre o Maranhão e o estado do Tocantins.
Item 11 · Hidrografia · avançado
A bacia do rio Itapecuru abriga o Sistema Italuís, responsável por parcela majoritária do abastecimento de água da Região Metropolitana de São Luís.
Item 12 · Biomas · intermediário
Na delimitação de biomas adotada pelo IBGE, o território maranhense é compartilhado por Amazônia e Cerrado, sendo o Cerrado o bioma de maior extensão no estado.
Item 13 · Formações Vegetais · intermediário
A Mata dos Cocais constitui bioma autônomo reconhecido na classificação do IBGE, ao lado da Amazônia e do Cerrado.
Item 14 · Formações Vegetais · avançado
O babaçu caracteriza-se como espécie remanescente de floresta primária, cuja ocorrência no Maranhão indica áreas de vegetação nativa preservada e não perturbada.
Item 15 · Unidades de Conservação · básico
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, na categoria de patrimônio natural, em 2024.
Item 16 · Unidades de Conservação · avançado
A Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense e o Parque Nacional da Chapada das Mesas pertencem, ambos, ao grupo das unidades de proteção integral do SNUC.
Item 17 · População · básico
Segundo o Censo Demográfico de 2022, mais de setenta por cento da população maranhense residia em áreas urbanas.
Item 18 · População · intermediário
O Maranhão figura entre as cinco unidades federativas mais populosas do Brasil, conforme o Censo Demográfico de 2022.
Item 19 · Agropecuária e Extrativismo · avançado
A denominada Lei do Babaçu Livre originou-se de legislação federal, posteriormente replicada por municípios maranhenses.
Item 20 · Economia e Logística · intermediário
O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira é porto público administrado pelo governo do estado do Maranhão.
Sumário do edital
Mapa do conteúdo programático de Geografia do Maranhão, na ordem dos módulos desta página.
Redação sintética, escopo amplo
O Edital nº 1 – TCE/MA agrupa as duas matérias sob a rubrica História e Geografia do Estado do Maranhão, abrindo os eixos de geografia física, econômica e populacional sem listar tópicos. Redação sintética é mais ampla, não mais restrita: na prática, autoriza a cobrança de todo o conteúdo programático clássico, e ainda acrescenta divisão regional e questões ambientais, que o programa clássico omitia. O texto integral do edital está no módulo de História.
1. Localização, Limites e Divisão Regional
- Superfície e posição relativa
- Limites e linhas de fronteira
- Pontos extremos
- Municípios e divisão regional do IBGE
- Amazônia Legal maranhense
2. Geomorfologia, Geologia e Solos
- Base geológica: Bacia do Parnaíba e embasamento cristalino
- Planície Litorânea
- Baixada Maranhense
- Planaltos do Centro-Sul
- Solos
- Recursos minerais
3. Clima
- Temperatura
- Pluviosidade e tipologias climáticas
- Sazonalidade e implicações econômicas
4. Hidrografia
- Bacias limítrofes de domínio federal
- Bacias genuinamente maranhenses
- Abastecimento e gestão hídrica
5. Vegetação, Biomas e Unidades de Conservação
- Biomas e a controvérsia da Caatinga
- Floresta Amazônica maranhense
- Cerrado
- Mata dos Cocais: babaçu e carnaúba
- Vegetação litorânea e secundária
- Áreas de Proteção Ambiental
- Parques nacionais e estaduais
- Questões ambientais
6. Geografia da População
- População absoluta e densidade
- Povoamento e movimentos populacionais
- Urbanização e rede urbana
- Composição por cor ou raça
- Indicadores sociais
7. Economia I — Setor Primário
- MATOPIBA e a lavoura de grãos
- Agricultura familiar
- Pecuária bovina e bubalina
- Extrativismo vegetal e a Lei do Babaçu Livre
- Extrativismo animal e mineral
8. Economia II — Indústria, Serviços e Logística
- Posição econômica do estado
- Indústrias de base
- Indústrias de transformação e energia
- Comércio, serviços e turismo
- Malha rodoviária e ferroviária
- Estrutura portuária e aeroportuária
Cultura maranhense
O conteúdo de cultura — complexo do Bumba meu boi e seus sotaques, Tambor de Crioula, o reggae em São Luís, a Atenas Brasileira e seus literatos, e o Centro Histórico de São Luís — está tratado no módulo de História do Maranhão, para evitar duplicação. Ponto de conexão útil entre as duas matérias: São Luís é a única capital brasileira fundada por franceses, e o estado acumula dois títulos de Patrimônio Mundial da UNESCO — o Centro Histórico de São Luís, cultural, e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, natural, de 2024.